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Anúncios no Instagram e no Facebook para clínicas: primeiros passos

Os anúncios da Meta permitem levar a clínica a pessoas da região que ainda não a conhecem. Veja como funcionam, qual objetivo escolher, como segmentar e quais regras observar.

Por Redação Marketing Médico Publicado em 5 min de leitura

Homem negro no sofá de casa mexendo no celular

O Instagram e o Facebook pertencem à mesma empresa, a Meta, e os anúncios das duas redes são criados no mesmo lugar, o Gerenciador de Anúncios. Para clínicas, eles são uma forma de alcançar pessoas da região que ainda não conhecem o consultório, mostrando conteúdo e convidando para o contato.

Há uma diferença importante em relação ao Google. No Google, o anúncio aparece para quem está procurando o serviço. No Instagram e no Facebook, ele aparece enquanto a pessoa navega pelo feed, sem estar necessariamente procurando um médico. Isso muda a forma de comunicar.

Como os anúncios funcionam

Profissional de marketing asiática analisando resultados no notebook em escritório

De forma simplificada, uma campanha tem três camadas:

  1. Campanha: define o objetivo, como gerar mensagens, levar visitantes ao site ou aumentar o reconhecimento.
  2. Conjunto de anúncios: define para quem, onde e por quanto tempo os anúncios vão aparecer, além do orçamento.
  3. Anúncio: a peça que as pessoas veem, com imagem ou vídeo, texto e botão.

A Meta distribui os anúncios com base no objetivo escolhido e no comportamento das pessoas. Por isso, o objetivo precisa refletir o que a clínica realmente quer que aconteça.

Na prática, uma mesma campanha pode ter mais de um conjunto de anúncios, por exemplo um para cada bairro ou região atendida, e cada conjunto pode ter vários anúncios. Essa organização facilita comparar resultados e entender onde o investimento está rendendo mais.

Escolhendo o objetivo certo

Profissional sorridente com celular na mão em recepção iluminada

Para consultórios e clínicas, alguns objetivos costumam ser mais usados:

  • Mensagens: o anúncio leva a pessoa direto para uma conversa no WhatsApp, no Instagram ou no Messenger. É comum para quem quer agendar consultas, mas exige um atendimento rápido do outro lado.
  • Tráfego: leva visitantes para uma página do site, útil quando há uma página bem estruturada sobre o serviço.
  • Reconhecimento ou alcance: mostra a clínica para o máximo de pessoas da região, útil na abertura de uma unidade nova.
  • Cadastros: coleta dados de interessados por um formulário, que a equipe depois contata.

Não existe objetivo melhor em absoluto. Ele depende da fase da clínica e da capacidade da equipe de dar conta dos contatos gerados.

Um exemplo ajuda a visualizar. Uma clínica que acabou de abrir uma unidade pode começar com uma campanha de reconhecimento, para tornar o endereço conhecido no bairro, e depois de algumas semanas passar a uma campanha de mensagens, voltada a agendamentos. Já um consultório com recepção pequena pode preferir o objetivo de tráfego, levando a pessoa a uma página com informações completas sobre o serviço, para que entre em contato quem já entendeu como funciona o atendimento. O artigo sobre o site da clínica mostra o que essa página costuma precisar ter.

Segmentação: região antes de tudo

Vista aérea de casas em condomínio residencial em Indaiatuba, São Paulo

Para clínicas, a localização costuma ser o filtro mais importante. Alguns cuidados:

  • definir um raio coerente com a distância que o paciente aceita percorrer, que varia muito entre cidades e especialidades;
  • excluir regiões onde a clínica não quer atuar;
  • evitar públicos muito pequenos, que limitam a entrega e encarecem os resultados.

O orçamento também entra nessa conta. Um valor diário pequeno espalhado por uma região muito grande tende a gerar poucos resultados em cada área. No começo, concentrar o investimento num raio menor ao redor da clínica costuma facilitar a leitura dos números.

As políticas da Meta restringem a segmentação com base em condições de saúde. Não é possível, por exemplo, mirar pessoas por um diagnóstico. A comunicação precisa funcionar para um público amplo da região, e é o conteúdo do anúncio que atrai quem tem interesse.

O criativo é o que mais pesa

Médico negro acenando para a câmera do celular em chamada de vídeo

Com a segmentação mais aberta, o próprio anúncio passa a fazer boa parte do trabalho de atrair as pessoas certas. Algumas orientações:

  • Mostre pessoas reais: o médico explicando algo, a equipe, o ambiente. Vídeos curtos costumam ter bom desempenho.
  • Seja claro sobre o serviço: o que é oferecido, onde fica e como marcar.
  • Use formato vertical: é o que ocupa a tela inteira nos stories e nos reels.
  • Teste variações: dois ou três criativos diferentes ajudam a descobrir o que funciona com aquele público.

Um exemplo de texto neutro: "Consultas de dermatologia na região central, com atendimento de segunda a sábado. Agende pelo WhatsApp." Ele informa o serviço, o local e o próximo passo, sem prometer resultado e sem supor nada sobre a saúde de quem lê.

O anúncio é uma peça de publicidade médica e precisa seguir a Resolução CFM nº 2.336/2023: identificação do médico com CRM e RQE quando houver, nada de promessa de resultado, nada de sensacionalismo. Antes e depois em anúncio isolado não atende às regras, como explica o artigo sobre antes e depois na publicidade médica.

Revisão e políticas da Meta

Mulher parda pensativa revisando um texto no notebook

Todo anúncio passa por uma revisão automática antes de ser veiculado. Peças de saúde são examinadas com mais rigor. Alguns pontos que costumam gerar reprovação:

  • textos que sugerem conhecer a condição de quem lê, como "você que sofre de enxaqueca";
  • imagens que destacam partes do corpo de forma que a política considere inadequada;
  • promessas de resultado ou afirmações exageradas.

Quando um anúncio é reprovado, a plataforma informa o motivo e permite pedir nova análise. Escrever de forma neutra e informativa costuma evitar a maioria dos problemas.

Acompanhando os resultados

Empresária negra e colega mais velho conversando enquanto olham um tablet

O Gerenciador de Anúncios mostra alcance, cliques, custo por mensagem e outros números. Eles ajudam a ajustar a campanha, mas não respondem à pergunta principal: quantos desses contatos viraram consulta?

Para responder, a clínica precisa acompanhar o que acontece depois do clique. Quem atende as mensagens deve registrar quais vieram dos anúncios e quais marcaram consulta. O artigo sobre WhatsApp no atendimento da clínica traz um roteiro para não perder esses contatos, e o artigo sobre quanto investir em marketing ajuda a decidir o orçamento.

Campanhas costumam levar algumas semanas para estabilizar. Mudanças frequentes nos primeiros dias atrapalham o aprendizado da plataforma. Paciência e acompanhamento constante costumam dar melhores resultados do que ajustes diários.

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